Música, alimento para a alma
Quem nunca ligou música a sentimentos que atire a primeira pedra. Fato é que a música mexe de uma maneira diferente com todas as pessoas. Marcam momentos especiais, sejam eles de felicidade ou tristeza, marcam o início ou termino de ocasiões, enfim, a música está presente em todos os momentos da nossa vida. Tudo a nossa volta está cercado de sons, até mesmo você agora, eu se revirar na cadeira, ou ao clicar com o mouse, está fazendo um barulho, pq não chamá-lo de música também?
Mas ultimamente, ela tem sido banalizada ao extremo. E é nesse ponto que eu quero chegar. A música meche demais com meus sentimentos, e ultimamente eu tenho sentido uma frustração muito grande ao ver que coisas como funk, pagode e seus derivados são chamados de música. Como assim?? E o trabalho de Deuses como Tom Jobim, Adoniram Barbosa, Mozart, Beethoven, dentre vários outros artistas, onde vai parar? Essas obras que beiram a perfeição não merecem essa banalização que ocorre nos dias de hoje. Qualquer um agora faz um batuque numa mesa, enfia literalmente uma letra tosca no meio (sem duplo sentido por favor!!), grava, coloca no youtube, fica famoso e se diz músico. Agora pergunte se ele sabe ler uma nota sequer numa pauta. Não desmerecendo músicos que não tem formação, de maneira alguma, mas são raras as exceções desse tipo de músico que tem um tabalho descente.
Eu como músico, que ralo a mais de 13 anos estudando teoria, pratica, história da música, harmonia, não posso me calar diante dessa situação. É deprimente ver que existe mercado para esse tipo de coisa. Acordem! Nossos ouvidos não são pinico para que escutemos esse monte de -desculpem a força da expressão – merda! Sejam exigentes! Escutem música de qualidade! Deixe seus sentimento serem tocados por músicas que são realmente dignas de serem ALIMENTO PARA NOSSA ALMA!! Afinal, quando você vê um lixo, sua vontade é de comê-lo?? Claro que não!! Portanto alimente sua alma com o mesmo carinho que alimenta seu corpo!
Publicado em Setembro 17, 2008 de 11:24 am e arquivado sobre Música com as tags adoniran barboza, artistas, banalização da música, beethoven, Música, mozart, sentimentos, tom jobim. Você pode acompanhar qualquer resposta por meio do RSS 2.0 feed. Você pode deixar uma resposta, ou trackback do seu próprio site.
Setembro 17, 2008 às 11:42 am
Puta merda… E não é que é verdade? Tudo bem que eu leio as notas na pauta mas demoro 3 meses pra terminar de ler a partitura de ” Parabens pra você” hahahah MASSSSSS Tenho que concordar com você, seria um sonho saber que a verdadeira qualidade na música seria um fator decisivo na decisão dos ouvintes para qual CD comprar. Seria incrível ouvir pessoas exigindo qualidade na música, dando assim margem ao nosso mercado. Mas, sabemos também que o músico SEMPRE foi banalizado e igualado a marginais, largados a beira da sociedade, SONHANDO com uma realidade que não vai existir. Bem, se as pessoas acham que a música é um sonho, um hobie, um mero lazer para gente atoa desclassificada para outras tarefas ” mais importantes ” então é só esses ignorantes pensarem com mais força por alguns dias que vão, quem sabe, entender que sem esses ” fracassados ” não ouviriam suas músicas nas horas em que não estão sendo escravizados pelas empresas…
É como eu sempre digo…. Nada não…
Quem sabe um dia, depois de uma explosão nuclear ou um buraco negro no centro da terra as pessoas mudem essas cabeças de merda, porque sinceramente vinicius, as pessoas são tão ignorantes, mesquinhas, medíocres e hipócritas que não merecem nada além desses lixos musicais que ouvem com o CU !
Setembro 17, 2008 às 12:32 pm
Música que faz sucesso, boa ou não, acaba sendo expressão cultural das massas de um país. O gosto musical reflete a sensibilidade, intelectualidade, nível cultural e educacional de um grupo.
O que vemos no Brasil? Nada muito sublime. Não há uma cultura de excelência, uma cultura da busca pelos verdadeiros valores familiares e pessoais que levariam nosso país ao êxctase da produção e apreciação do Belo e da Arte.
Vemos um bando de animais que só seguem seus instintos egoístas e sexuais. Essas pessoas vagam pelo mundo sem razão de ser, e têm como motivo de existir somente seus sentidos.
O som do caos de seus sentimentos difusos e mal utilizados é o som que escutamos nas rádios, as letras que preferimos não traduzir.
Que respeitemos então esses tipos de “sons” como simples expressão cultural de um país largado e descuidado, tal qual seu povo, mas não como música, não como arte.
Beijooos namorado lindo! x@@